Eu quero é ele. Só ele. Porque ninguém sorri como ele, e não tem a voz rouca e doce. Então quando passar por mim, não me atravessa. Olha para trás, como de costume. Você nunca me amou. Apenas queria a minha companhia quando o resto do mundo te deixava. Eu pude perceber no seu olhar perdido que suas mãos não se encaixavam nas de outra pessoa como encaixavam-se na minhas, e mesmo assim você não me amou. Você só gostava de saber que alguém se preocupava com o seu bem estar. Mesmo sabendo que eu não importaria em entristecer-me só para te ver feliz, você não me amou; nem um pouquinho sequer. Você nunca me amou, apenas gostava de saber que um dia sem você para mim é muito, e que duas semanas e meia é crueldade. Tudo bem, eu sei que tenho essa mania péssima de roer unhas e que os meus dedinhos do pé são bem estranhos, mas eu sou merecedora de amor, não sou? Eu sou, e mesmo assim você nunca me amou. E eu? Eu te amo desde o início. Eu te amo mesmo que ainda me doa, mesmo que eu sinta tudo sozinha. Eu te amo, mesmo que você diga que nunca quis me iludir.
(— Mariana Andrade, Você Nunca Me Amou. (via imprud3nce)(Source: ultra-rromantismo, via deluge-loving)
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